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The Weeknd define essência da noite paulistana com show psicodélico e que celebra seu legado artístico

Com três shows no Brasil, cantor se apresentou no Estádio MorumBIS para sua primeira noite em São Paulo
Foto: Alessandra Santos/Rádio Mix FM

Na noite desta quinta-feira (30), o cantor The Weeknd fez sua primeira apresentação na cidade de São Paulo levando a turnê “After Hours Til Dawn” ao Estádio MorumBIS

Após um esquenta tipicamente brasileiro com o show de abertura de Anitta (que apresentou seus grandes sucessos junto das faixas de seu novo álbum “EQUILIBRVM”), The Weeknd surgiu no centro do palco usando a nova máscara (supostamente inspirada no jogo de videogame Persona 5 Royal), acompanhado por dançarinos vestidos com túnicas vermelhas. Diante do ambiente de “culto”, o artista apresentou uma sequência de versões mais curtas da faixas “Baptized In Fear”, “Open Hearts”, “Wake Me Up” e “After Hours”, com transições bastante naturais de uma música para a outra.

Já completamente ovacionado logo de início pelo público que esgotou os ingressos do Estádio MorumBIS, The Weeknd trouxe um pouco de nostalgia ao apresentar o grande hit “Starboy”, single homônimo a seu 3º álbum de estúdio de 2016 e que leva originalmente a parceria do ex-duo Daft Punk. 

Quando na sequência The Weeknd redirecionou a setlist novamente para a trilogia de álbuns “After Hours Til Dawn”, as músicas se mostraram uma trilha sonora tipicamente paulistana. Em meio a animações exibidas no telão de prédios em tons de cinza, com ou sem chuva e clarões das constantes luzes que movimentam a cidade, faixas como “Heartless” e “Faith” trouxeram à tona o sentimento de solidão que pode se fazer presente na capital paulista – além das formas de anestesiar este sentimento.  

Já faixas como “Cry For Me” – em que The Weeknd colocou um óculos juliet – destacadas pela batida dançante, remeteram à energia das milhares de festas noturnas que tornam esta “a cidade que nunca dorme”. Não à toa, a performance de “São Paulo” ao lado de Anitta foi talvez o momento que melhor representou tal sentimento ao longo do show; em contrapartida, a inédita “Rio” – apresentada na sequência após uma breve interlude de “Until We’re Skin And Bones” – mostrou-se mais pertencente à atmosfera paulistana apesar de homenagear a Cidade Maravilhosa e ser em parceria com a “Girl From Rio”.  

Outro ponto de destaque na apresentação de The Weeknd foram as pulseiras de LED, que não apenas transformaram o ambiente em uma mega constelação, mas também elevaram (ainda mais) a energia da pista de dança que tomou conta do público, como em “Take My Breath”, “Sacrifice”, “How Do I Make You Love Me?” – esta marcada ainda por uma pequena “competição” entre os dois lados do estádio – e “Timeless”, parceria com Playboy Carti que é um dos maiores sucessos do álbum “Hurry Up, Tomorrow”.

Apesar de músicas dançantes e com forte uma batida (fossem estas replicando a versão de estúdio ou adaptando a melodia para as performances ao vivo) terem predominado na setlist de quase 40 músicas, o show também se destacou nos momentos menos agitados. “Can’t Feel My Face”, “Lost in the Fire”, “I Feel It Coming” e “The Abyss” foram importantes “respiros” para relembrar ainda a essência R&B de The Weeknd, além de grandes oportunidades para o artista mostrar sua potência vocal e capacidade de atingir notas altas.  

Em meio a “mashups” e interludes como recurso para contemplar o máximo possível de seus sucessos (como as junções de “Given Up On Me” + “I Was Never There” e “Creepin’” + “Niagara Falls” e as breves “Interlude Stargirl” e “Wicked Games”), The Weeknd também mostrou ser um artista de múltiplas referências, surpreendendo com o tom mais rock às performances de “Often”, “The Hills” e “Die For You”, sendo esta também marcada pelo piano como instrumento principal. No entanto, o elemento que prevaleceu ao longo de todo o espetáculo foi a conexão artista-público: mesmo que The Weeknd saiba o tamanho do amor que o público brasileiro sente – e saiba, por sua vez, devolver à altura, como ter encaixado o nome de “São Paulo” em todas as suas letras, alegando “querer ficar com os paulistas para sempre” em “Is There Someone Else” – o cantor canadense também foi surpreendido pela entrega quase que devota dos fãs cantando suas músicas aos berros, como em “One Of The Girls”, “Out Of Time” (em que compartilhou o microfone com uma menina que estava na grade do palco) e “Call Out My Name”.

Depois de tantas emoções (de ambos os lados) e o breve passeio de quase duas horas pela trajetória de seus 15 anos de carreira, The Weeknd concentrou na reta final do show o momento mais catártico da noite com a sequência de alguns dos hits favoritos dos fãs “Save Your Tears”, “Less Than Hero” e “Blinding Lights”. Em clima de festa a la pista de dança dos anos 80, o artista continuou no palco e emendou imediatamente as músicas que fariam parte do bis – “Without a Warning”, “House of Balloons” e “Moth to a Flame” – como encerramento oficial do espetáculo, tendo não apenas a certeza de que, independentemente do amanhã, os fãs brasileiros sempre estarão presentes para apoiar a arte de The Weeknd ou Abel Tesfaye.

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