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Missão Impossível: Efeito Fall Out – a Mix já viu o sexto longa da franquia e te dá os detalhes! (sem spoilers)

Por Diego Barone

Ser jovem para sempre é uma missão impossível, correto? Não para Tom Cruise!

Mesmo aparentando estar mais velho e um pouco mais lento, não dá pra negar a vitalidade e empenho do ator, no auge de seus 56 anos, ao viver pela sexta vez o agente da IMF Ethan Hunt, em Missão Impossível Efeito Fall Out, filme que estreia nessa quinta-feira (26) nos cinemas brasileiros, um dia antes da estreia nos Estados Unidos.

Parecer mais velho na tela não é nenhum demérito, ao contrário, já que serve ao personagem se pensarmos em tudo que o Hunt já viveu ao longo dos filmes anteriores e todo o peso que ele carrega.

Aliás, parece que ele carrega um mundo cada vez mais pesado nas costas, já que, para ele, não basta salvar o mundo se não puder salvar sua equipe. A trama envolve os acontecimentos do filme anterior, Missão Impossível Nação Secreta.

As consequências da prisão de Solomane Lane (Sean Harris) criam um efeito cascata, já que a organização montada por ele, os Apóstolos, pretende seguir com os planos de seu líder e levar o mundo ao caos nuclear. Próximos de conseguir três artefatos de plutônio, a missão de Ethan, se ele aceitá-la, será interceptar a compra destes ítens e evitar que uma força tão poderosa, caia em mãos erradas.

A humanidade de Ethan Hunt é vista logo no ínicio: um erro de estratégia, por compaixão ao seu amigo de longa data, faz com que a missão dê errado, e com isso obriga Hunt a fazer o que sabe melhor: improvisar, principalmente quando um novo membro é inserido na sua equipe, contra a sua vontade, para que nada mais dê errado. Seu nome é Walker e o personagem é vivido pelo ator Henry Cavill (usando aquele bigode polêmico que teve de ser retirado por computação gráfica em Liga da Justiça; já que o ator também dá vida ao Superman/Clark Kent nas telonas).

Walker passa confiança, se mostra pronto para o desafio e vai ficar na cola do Hunt por onde ele for. A primeira cena de ação com os dois juntos já mostra o tamanho da adrenalina que o expectador vai sentir, após um salto de avião e uma queda interminável antes do paraquedas abrir…

A duração da cena é que chama a atenção, longa o suficiente para você ficar sem fôlego e se sentir como um dos agentes no meio daquele céu infinito e do chão chegando muito rápido.

Um filme da saga missão impossível não vive sem ação e “Efeito Fall Out” não decepciona, a não ser que você seja um espectador assíduo de filmes deste genêro. Muitas das sequências já foram vistas em inúmeros outros filmes e vão fazer você lembrar de Rambo, Indiana Jones, James Bond e até os outros filmes da série.

Com o perdão do trocadilho, muitos podem até chamá-lo de Missão Previsível, mas no caso aqui o “mais do mesmo” serve a história, que é ótima e faz você pensar que, se não tivesse os clichês, talvez nem valeria a pena ir ao cinema.

Claro que existe criatividade nestas cenas, ainda que “impossíveis”, quando o assunto é uma moto perseguindo um carro. A lógica e a física nos dizem que uma moto tem certa vantagem. Será? São emoções que só um filme de ação como esse pode proporcionar.

E quando você tem Tom Cruise no elenco, a veracidade destas cenas se tornam muito interessantes. É ele que está em cima da moto. É ele que se pendura no helicóptero. É ele que vai proporcionar uma das cenas de corrida a pé mais lindas da atualidade no cinema, que faria Forrest Gump morrer de inveja. É ele que pula de um prédio para o outro, na famosa cena onde ele quebrou o tornozelo.

Se você duvida da dispensa de dublês de Cruise, assista na tecnologia IMAX e você verá que ali não tem como mentir. E se você acha que clichê é uma coisa negativa, aqui estão alguns pontos que, de fato, tiram um pouco da beleza do filme.

O longa é intuitivo e faz alguns closes rápidos em determinados ítens da cena. Quando a cena chega ao seu ponto principal você lembra do close e esse recurso, apesar de inteligente, estraga um pouco a surpresa pois você já monta na cabeça o que vai acontecer. Isso, sem contar a abertura “spoiler”. Como é comum nos filmes da saga, a abertura com o tema famoso de Missão Impossível, entrega muito o que vai acontecer nas cenas de ação.

Alguns vão ficar mais interessados, outros talvez possam pensar que gostariam de esperar a cena acontecer. Se o assunto spoiler está em alta atualmente, o mesmo acontece com as fake news -, exploradas com maestria no longa em mais um roteiro escrito por Christopher McQuarrie, que está de volta à saga também na cadeira de diretor.

Como o filme é uma continuação direta de Nação Secreta, rostos conhecidos dão as caras mais uma vez. É caso de Simon Pegg, na pele de Benji, não tão engraçado quanto antes, mas rende bons diálogos.

Rebecca Ferguson de volta ao papel de Ilsa e Alec Baldwin, como o chefe da IMF Alan Hunley. É claro que as referências vão longe e você vai lembrar até do primeiro Missão Impossível, principalmente por conta de Luther (Ving Rhames), que está com Ethan Hunt desde o início.

“Missão Impossível: Efeito Fall Out” causa um efeito único: a certeza de que filmes deste gênero são impossíveis de resistir e ainda tem fôlego para nos entrenter (até mesmo sem surpreender), mostrando que é possível se manter relevante e que o assunto espionagem não está ultrapassado. Aliás, nem o Tom Cruise.

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