
Quando o duo The Lumineers lançou o single “Ho Hey” em 2012, o gênero do folk conquistou uma nova legião de fãs ao redor do mundo. Em meio à sonoridade otimista o refrão contagiante, a música ressalta a importância e a necessidade do pertencimento nas relações humanas. E, tantos anos depois, este é exatamente o sentimento que a dupla Wesley Schultz e Jeremiah Fraites encontra sempre que vem ao Brasil.
De volta após um intervalo de 3 anos, o The Lumineers chega agora ao país com a “The Automatic Tour”, com três shows solo nas cidades do Rio de Janeiro (22 de abril), Curitiba (24 de abril) e São Paulo (25 de abril).
“Estamos apenas animados [em voltar ao Brasil]. Toda vez que postamos algo na internet, sempre aparece alguém comentando “venham para o Brasil” pelo menos umas 5 ou 10 vezes. Aqui tem um grupo de fãs barulhento e persistente que tem deixado bem claro que deveríamos voltar o mais rápido possível. Então estamos tentando seguir essas instruções (risos). Cada vez que vamos a algum lugar, queremos ter algo novo para apresentar, e também adoramos tocar músicas dos nossos discos antigos. Então acho que gostamos de tratar isso como uma mistura de tudo o que já fizemos em cada show” — disse o vocalista Wesley Schultz em entrevista à Rádio MIX.
Apesar de contemplarem os sucessos que marcam os 20 anos de carreira do The Lumineers – como “Ophelia”, “Stubborn Love” e “Cleopatra” – os shows da nova turnê promovem o álbum mais recente da dupla, “Automatic”, lançado em fevereiro do ano passado, e que reflete sobre as diferentes formas que encontramos para sobreviver ao mundo moderno.
“Nós realmente gostamos de sentar em uma sala, descobrir novas ideias e fazer música; o que não acontecia talvez há algum tempo. [Quando fizemos esse disco] pareciam os dias de glória ou os bons e velhos tempos com os quais às vezes as pessoas nunca mais reconectam permanentemente quando fazem música. [O “Automatic”] é muito melhor do que alguns dos anteriores em que ficamos muito preocupados com cada pequeno detalhe. Nesse só deixamos rolar” — contou Wesley.
Apesar da espontaneidade da produção do álbum, “Automatic” também traz mais reflexões profundas, como na faixa “You’re All I Got”, que termina com uma citação ao Mito de Sísifo, escrito pelo filósofo Albert Camus, em 1942. Diante da história de um homem que é condenado a rolar uma pedra montanha acima pela eternidade, o ensaio relaciona a busca pela essência da condição humana à importância de continuarmos lutando pelo que acreditamos, independentemente das circunstâncias “automáticas” impostas pela vida.
“Acho que é muito legal encontrar algo que você goste de fazer e que você só queira fazer, mesmo que alguém esteja prestando atenção ou não, seja difícil ou não. É simplesmente algo que você, de alguma forma, encontra essa coisa estranha; você se diverte com isso, fica ‘obcecado’. Eu, por exemplo, gosto de ficar sentado preocupado com uma letra e escrevê-la. Nós dois (eu e o Jerry) nos sentimos muito sortudos porque, para a maior parte do mundo, é como empurrar uma pedra morro acima, muito difícil e extenuante, e para nós, sempre foi como um trabalho de amor. Acho que foi isso que nos fez continuar nesses últimos 20, 21 anos” — finaliza Wesley.
Assista à entrevista com Wesley Schultz, do The Lumineers, abaixo:





