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5 Seconds of Summer ressignifica fenômeno das boybands com show emocionante e simbólico em São Paulo

Banda australiana apresentou o primeiro show da “Everyone’s A Star Tour” na Suhai Music Hall, na capital paulista
Foto: Nicole Gimenez/Rádio Mix FM

Na noite desta sexta-feira (18), a banda 5 Seconds of Summer se apresentou na Suhai Music Hall, em São Paulo, com o primeiro dos dois shows que fará no Brasil da turnê “Everyone’s A Star”.

Promovendo o álbum “Everyone’s A Star”, 6º trabalho da carreira da banda australiana após um intervalo de 4 anos sem inéditas, a nova turnê do 5 Seconds of Summer teve como principal objetivo mostrar de forma prática e satirizada o grande fenômeno das boy bands. Apesar do conceito original de boyband ser de um conjunto de garotos que cantam músicas pop enquanto fazem coreografias, a definição foi aplicada ao 5SOS (como também são chamados) desde o início; quando, na realidade, Luke Hemmings, Calum Hood, Michael Clifford e Ashton Irwin sempre se portaram mais como banda pelo fato de tocarem os instrumentos musicais inclusive ao vivo.

Com uma estética amplamente inspirada nos anos 2000, o show teve início com um vídeo exibido nos telões que abriu o “Ato I O Pico”, mostrando como o 5 Seconds of Summer tornou-se um grande fenômeno a ponto de ser chamado de “a maior boyband de todos os tempos”, até desembarcar no Brasil. Na sequência, um link ao vivo mostrou os integrantes da banda no que seria o interior de uma limousine, até subirem no palco e abrirem a noite com “NOT OK”, single que abriu os trabalhos da nova era. Com um forte coro do público, a primeira parte da setlist trouxe, por falta de expressão melhor, um real pico de energia — inclusive do público —, com performances enérgicas de “No. 1 Obsession” e “Teeth”.

Partindo do pressuposto popular de que “quanto maior a soberba, maior é a queda”, o “Ato II A Queda” teve início com um vídeo estilo documentário em que os integrantes do 5SOS falaram individualmente sobre seu sucesso, incluindo uma sátira de Luke Hemmings comparando o sucesso da banda com o dos Beatles e de Jesus Cristo. 

Após uma sequência rápida das músicas “Easier”, “More”, “istillfeelthesame” e “No Shame”, todas emendadas diretamente uma na outra, os meninos do 5SOS tiraram um tempo para conversar com o público, não apenas ressaltando a alegria de estar de volta ao Brasil pela 4ª vez, mas compartilhando também um pequeno guia de “Como Se Tornar Uma Estrela em São Paulo”. Além de interações clássicas com o público, o 5 Seconds of Summer conquistou ainda mais os presentes ao destacar um pequeno roteiro do que fazer em São Paulo e relembrar um momento especial no Rock in Rio 2017 (quando fizeram uma batalha de guitarras durante a performance de “Castaway”).

Foto: Nicole Gimenez/Rádio Mix FM

Aproveitando a nostalgia também para tocar o single “She’s Kinda Hot”, a banda saiu brevemente do palco antes de tocarem “Boyband” para encenar o momento em que foram premiados com o troféu de “Melhor Boyband” de uma premiação musical fake, e que contou inclusive com um discurso de agradecimento durante a performance. Após um breve solo de bateria de Ashton Irwin, o 5SOS encerrou o ato com a sequência de “Telephone Busy” e “Evolve”.

Sucedendo o vídeo que deu início ao “Ato III O Anseio”, mostrando um breve momento de “show de estrelismo” dos integrantes da banda, a setlist passou por diferentes eras do 5 Seconds of Summer, indo de “Bad Omens”, uma versão acústica de “Ghost of You” (em que o público ainda iluminou a casa de shows com as lanternas do celular) e a baladinha recente “I’m Scared I’ll Never Sleep Again”

Assim como toda boyband de sucesso, sempre chega o temido momento da separação do grupo. Para atentar e satirizar este momento, o 5 Seconds of Summer exibiu um vídeo em que os integrantes descobriram por meio de uma reportagem em um programa de fofocas na TV que haviam se separado. Apesar dos rumores terem acontecido na vida real, o “Ato IV — A Separação” dedicou um momento do show para exaltar os trabalhos individuais de cada um dos membros do 5SOS: Luke Hemmings cantou “Starting Line”, Ashton Irwin cantou “Have U Found What Ur Looking For?”, Calum Hood cantou “Don’t Forget You Love Me” e Michael Clifford cantou “enough”; sendo todas recebidas com quase o mesmo coro apaixonado dos fãs.

Chegando à conclusão de que a resposta para recuperar a essência da banda era voltar aos tempos do início de carreira, o “Ato V — A Ascensão” funcionou como uma espécie de “esquenta” para os hits mais nostálgicos do 5SOS, tendo início com uma performance acústica (apenas voz e violão) de “Amnesia” e a revelação da música surpresa da noite: após os fãs votarem na favorita por meio de um QR code exibido nos telões antes do show começar, uma fã sorteada da plateia apareceu no telão para abrir uma maleta secreta, revelando que a faixa a ser apresentada em São Paulo seria “You Don’t Go to Parties”, do álbum anterior da banda “5SOS5” (2022).

Ressaltando que a resposta para o gerenciamento de crise era abraçar as raízes, um vídeo lúdico mostrou a banda reaprendendo o básico do single “She Looks So Perfect”, primeiro sucesso do 5 Seconds of Summer, o “Ato VI — O Começo” foi marcado por uma sequência de músicas queridas pelos fãs mais fiéis do grupo, que incluiu “English Love Affair”, “Don’t Stop”, “Jet Black Heart” e, inevitavelmente, “She Looks So Perfect”, que emocionou tanto por jogar bolas infláveis vermelhas para o público, quanto por Luke Hemmings, Calum Hood e Michael Clifford reproduzirem o mesmo pulo com os instrumentos feito no clipe.

“O Brasil tem um dos públicos mais loucos de todo o mundo […] Começamos essa banda há 15 anos atrás e nunca poderíamos sonhar que estaríamos aqui em São Paulo depois de todo esse tempo para tocar pra 8 mil pessoas. Obrigado por tudo, amamos muito vocês”, disse o vocalista Luke Hemmings quando a banda retornou ao palco para o bis.

Encerrando o show com as enérgicas “Everyone’s A Star” e “Youngblood”, o “Ato VII — O Retorno” fechou o espetáculo de quase duas horas mostrando que o 5 Seconds of Summer é capaz não apenas de se reinventar sem perder a essência, mas manter uma base de fãs igualmente apaixonada como amantes de boybands. Não à toa, o vídeo que antecedeu o final do show foi o guitarrista Michael Clifford constatando que “bandas de verdade salvam fãs; fãs de verdade salvam bandas”.

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