superbanner-caoa

The Pussycat Dolls faz estreia catártica no Brasil com noite regada a nostalgia, empoderamento e amor pelos fãs 161

Girl group se apresentou pela primeira vez no país com show único da "PCD Forever Tour" em São Paulo
Foto: Nicole Gimenez/Rádio Mix FM

Na noite desta sexta-feira (30), as Pussycat Dolls se apresentaram pela primeira vez no Brasil com um show único no Nubank Parque, em São Paulo. 

Após um DJ set feito pela cantora Pabllo Vittar como ato de abertura, o telão exibiu vídeos das versões crianças de Nicole Scherzinger, Kimberly Wyatt e Ashley Roberts refletindo sobre o que queriam ser quando crescer antes de entrarem no palco para abrir o show com “When I Grow Up”. Para além da emoção desta ser a primeira vez que as Pussycat Dolls vêm ao país na história, o fato das integrantes estarem vestidas inteiramente com as cores da bandeira brasileira fez com que o público fosse ao delírio em poucos minutos.

Depois de uma sequência fortemente marcada por coreografias contagiantes e elaboradas feitas pelas Pussycat Dolls junto a seu time de dançarinos em “Beep” e uma versão conjunta de “Watcha Think About That” e “Bottle Pop” (esta sendo finalizada ainda com um trecho de “Run The World (Girls)”, de Beyoncé), o trio arrancou gritos exaltados do público ao terem o figurino brasileiro tirado de seus corpos pelos dançarinos, revelando collants nude e com strass como segundo look da noite. 

Se a sensualidade é uma características bem marcante das Pussycat Dolls, seja pelas coreografias, seja pelas roupas, o empoderamento feminino pode ser considerado o grande pilar da carreira do grupo. Não à toa, a performance de “I Don’t Need a Man” foi marcada por um discurso motivacional de Nicole Scherzinger em meio às tentativas dos fãs de replicar o alcance vocal da artista. Tal coro – replicado na seguinte “Wait a Minute”, em que as integrantes diziam “hold up” e o público respondia com o título da música – foi justamente a premissa que levou a Nicole, Kimberly e Ashley a fazerem um discurso extasiado sobre a paixão única dos brasileiros, agradecendo não apenas por todos os anos em que apoiaram a carreira do grupo, mas também por lembrarem-nas do que “realmente significa ser uma Pussycat Doll”.

Com as performances dos clássicos “I Hate This Part” (encurtada) e “Jai Ho! (You Are My Destiny)” (em versão estendida) como encerramento do primeiro ato, o show seguiu para um momento dedicado às respectivas carreiras das integrantes para além do Pussycat Dolls. Para dar ao público uma maior dimensão dos acontecimentos que marcaram o hiato do PCD, o telão exibia VTs gravados com cada uma das cantoras narrando suas experiências pessoais durante este meio tempo e o significado de retomar as atividades do grupo. Começando com uma mistura de DJ set e performance pop de Kimberly Wyatt e seguindo para uma apresentação com vocais intensos e um número de dança contagiante de Ashley Roberts, o ato solo das PCD teve o momento de Nicole Scherzinger como o grande destaque, sem surpresas.

Mesmo durante o tempo como líder das Pussycat Dolls, Nicole Scherzinger já realizava trabalhos solo que tornaram-se tão marcantes quanto os hits do girl group e igualmente amados pelo público brasileiro. Em retribuição a todo o carinho do Brasil, Nicole atendeu ao pedido feito pela fanbase nas últimas semanas e incluiu a música “Baby Love” na setlist; mas surpreendeu verdadeiramente o público ao cantar um trecho de “Hotel Room Service” (parceria com Pitbull) antes de apresentar os hits “Wet” e “Poison”.

Para retomar os trabalhos do PCD na setlist, percussionistas trouxeram uma longa introdução de tambores, tendo a melodia gradualmente construída até revelar o momento de “Buttons”. Se a música já era uma das mais aguardadas da noite por ser um dos hits favoritos dos fãs, a performance tornou-se ainda mais emblemática por trazer jatos de fogo vindos do palco e a interpretação de Nicole, Kimberly e Ashley da coreografia original, convidando ainda alguns fãs para subir ao palco e reproduzirem os passos junto delas em um pequeno bis do final da faixa.

Após uma rápida aparição no palco da fundadora do Pussycat Dolls, Robin Antin, para agradecer o amor incondicional do público brasileiro pelo grupo ao longo dos mais de 20 anos de carreira, o clima de união que pairava sob o Nubank Parque foi ainda mais intensificado na performance de “Stickwitu” e as milhares de lanternas que iluminaram o estádio. Seguindo para um outro extremo da conexão com os fãs, as Pussycat Dolls dedicaram a enérgica “Hush Hush” para todos os sobreviventes presentes, em especial o público LGBT+, que vibrou com orgulho à inclusão do trecho de “I Will Survive”, de Gloria Gaynor, na performance.

Fechando o espetáculo de quase 2 horas em clima de festa, as Pussycat Dolls fizeram um pequeno “retrospecto” de suas baladas mais dançantes, emendando a mais recente “Club Song” (lançada no início deste ano) e a anterior “React” (que marcaria a reunião do grupo completo em 2020) a um dos hits mais emblemáticos do grupo, “Don’t Cha”. Se os dois singles mais recentes tiveram reações um tanto quanto mornas do público (assim como a recepção musical, se comparada com a época de ouro do girl group), a música final superou as expectativas de todos por resgatar a nostalgia dos amantes do pop dos anos 2000 de forma catártica, e demonstrar todo o amor de Nicole Scherzinger, Kimberly Wyatt e Ashley Roberts pelos fãs brasileiros de Pussycat Dolls por uma aparição surpresa de uma escola de samba no palco.

Deixe um comentário

You have to agree to the comment policy.

Most Popular Topics

Editor Picks