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Antes do Rock in Rio, Maroon 5 prova que sucesso resiste ao tempo com show cheio de hits em São Paulo

Grupo liderado por Adam Levine fez a 2ª apresentação solo no Brasil antes do Rock in Rio 2026
Foto: Letícia Ansorge/Rádio Mix FM

Na noite desta terça-feira (08), o Maroon 5 subiu ao palco do Nubank Parque (antigo Allianz Parque), em São Paulo, para o segundo show solo no Brasil antes da apresentação no Rock in Rio 2026.

Depois da banda Lagum aquecer (literalmente) o público da fria capital paulista com o show de abertura, a música “Good Vibrations”, do The Beach Boys, ecoou pelo Nubank Parque quase que premeditando o clima que se seguiria ao longo da apresentação. Alguns minutos após o horário previsto para o início do show, as luzes do estádio se apagaram e o Maroon 5 surgiu no palco abrindo a noite com a sequência “Harder To Breathe” e “Lucky Strike”, aumentando a animação do público pelos solos eletrizantes do guitarrista James Valentine.

Apesar da turnê atual da banda promover o álbum “Love Is Like”, lançado em agosto de 2025, o Maroon 5 tem dedicado os shows a exaltar os sucessos que consagraram a banda como um dos maiores nomes do pop rock mundial dos anos 2000 e 2010. E, para tal feito, o grupo fez o uso de algumas “táticas”, como encurtar algumas performances – como em “Misery” – e ainda emendar uma música imediatamente na outra, com muita naturalidade nas transições dos instrumentais; a exemplo das sequências de “This Love” para “Stereo Hearts” e de “Animals” para “One More Night”.

Por mais que alguns pensem que o Maroon 5 venha ao Brasil com bastante frequência, esta é apenas a 8ª passagem da banda pelo país em mais de 30 anos de carreira. E, nem por isso, o grupo deixa de exaltar o amor pelos fãs brasileiros. “Eu já disse na outra noite e repito: o Brasil tem os melhores fãs do mundo. Somos uma banda desde 2002 e quero agradecer do fundo do coração por todo o apoio que vocês deram ao longo de todos esses anos. Nós somos muito gratos e amamos muito vocês”, discursou o vocalista Adam Levine

O público, por sua vez, sabe receber e devolver à altura todo o carinho à banda californiana, desde o grande clima de confraternização criado na performance de “Sunday Morning” – seguida por uma apresentação especial da música “Heavy”, projeto solo do tecladista PJ Morton -, até o “mar” de lanternas que tomou conta do Nubank Parque na emocionante sequência de “Won’t Go Home Without You”, “Memories” e “She Will Be Loved”; esta dedicada especialmente para todas as mulheres presentes.

Para além do sentimentalismo genuíno, é notável ainda o quanto o Maroon 5 se sente à vontade em solo brasileiro e confiante para fazer certos improvisos (por mais manjados que sejam) mas que, definitivamente, conquistam o público. Entre rebolados e uivos de Adam Levine que embalaram as performances de “Love Somebody”, “What Lovers Do” e “Makes Me Wonder” (aqui quando, após uma sequência de trocas com o público de “eh oh”, ainda criou a música inédita “Uma Linda Noite em São Paulo”), o vocalista da banda soube também conduzir o holofote para os demais integrantes exaltarem suas respectivas capacidades musicais; seja no pequeno solo de bateria que introduziu “Maps”, seja no violão que dá alma à faixa “Girls Like You”.

Fechando a setlist com a eletrizante “Moves Like Jagger”, marcada ainda pelo momento em que Adam Levine (sem camisa) pegou e vestiu ainda no palco uma camiseta dada por algum fã, o Maroon 5 fez a alegria dos fãs da era “Overexposed” (2012) ao introduzir o bis com toda uma sonoplastia temática para a performance de “Payphone”, e deixou o Nubank Parque em clima de festa com a final “Sugar”

Com isso, independentemente do número de vindas ao Brasil, é fato que o Maroon 5 consegue criar (e manter) um show alegre e contagiante que apenas a nostalgia é capaz de proporcionar, e que o público brasileiro pode esperar sempre reviver, quando menos esperar.

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